About Fashion. MODA & ARTE .
Não é nada ultra moderno a relação que a moda estabelece com a arte, ou vice-versa. Antigamente diversos estilistas tiveram grandes nomes da arte como inspiração. Elsa Schiapareli com Salvador Dali e Yves Saint Laurent com Mondrian, são apenas alguns exemplos.
Mas além do que mera identificação estética, alguns estilistas modernos aproximam seu modo de criação com os fundamentos da arte moderna e contemporânea. Martin Margiela e Jean Charels Castelbajac, são alguns deles.
Nascido na Bélgica, em 1957, Martin Margiela formou-se como estilista e até 1982 trabalhou como profissional autônomo na área, antes de estagiar com o estilista Jean Paul Gaultier, em Paris.
Margiela trabalhou para grandes marcas francesas até abrir sua própria marca em 1989, quando seu modo irreverente de criar e apresentar moda lhe trouxe uma grande atenção de profissionais e da mídia especializada.
Atualmente Margiela é conhecido por suas roupas quase “ready made”. E é aqui que sua relação com o movimento dadaísta se torna mais evidente.
Assim como os dadaístas pegavam objetos prontos para criar suas obras – vide Urinol e a roda de bicicleta de DuChamp – o estilista belga parte de roupas prontas para elaborar suas complexas construções, resultando em roupas totalmente diferentes das originais.
Assim como os dadaístas pegavam objetos prontos para criar suas obras – vide Urinol e a roda de bicicleta de DuChamp – o estilista belga parte de roupas prontas para elaborar suas complexas construções, resultando em roupas totalmente diferentes das originais.
Como exemplo temos o vestido feito a partir de golas de pele removidas de casacos e jaquetas de épocas diferentes. Com um trabalho 100% manual – desde a remoção das pelas até a costura do vestido – Martin Margiela não altera em nada a forma ou aparência das peças utilizadas. Seu processo de criação simples se baseia em apenas algumas costuras, unindo partes ou peças inteiras já existentes.
O mesmo processo se repete em várias criações, como o vestido de gravatas borboleta, e a calça e blusa feitas a partir de cintos de couro removidos de trentch-coats.
Assim, é como se o artista ao desconstruir peças já existentes, fizesse uso da anti-moda, para criar uma nova moda. Do mesmo modo como os dadaístas usavamm a arte para combater a arte.
Jean Charles, por sua vez, nasceu em 1949, na França, onde passou sua infância estudando em um colégio militar muito severo, cercado por cores apagadas e pessoas sérias.
Sua característica profissional mais marcante é a construção de produtos de moda com conceitos de protesto e rejeição a determinados ícones do mundo da moda, como por exemplo, o uso de peles para casacos.
Mas quando se trata de lucrar com suas roupas, Jean Charles deixa de lado o protesto, e se inspira na pop arte.
Utilizando-se de elementos da cultura de massas – como as clássicas latas da sopa Campbell e as garrafas da Coca-Cola – e de ícones de cultura pop em suas coleções, Jean Charles já até chegou a fazer parcerias com alguns artistas da pop arte.
Sempre estampando estes elementos pops em suas criações, que podem abranger o “ready-to-wear” e ao mesmo tempo uma estética de figurino, o estilista se apropria de elementos midiáticos para atingir seu público, do mesmo modo como grandes artistas pop o fizeram.
. L .
Contribuição de Mônica




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