Mostrando postagens com marcador Semana 7 - Moda e Ergonomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Semana 7 - Moda e Ergonomia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de março de 2012


REFLETINDO SOBRE: "ERGONOMIA E MODA: REPENSANDO A SEGUNDA PELE" 
Entendendo que o corpo  representa “(...) um modo de presença no mundo protagonizando vários papéis nas diferentes interações humanas” (CASTILHO, 2004, p.81), passamos então à embalagem do corpo, a Segunda Pele, a vestimenta. Para a autora, a roupa “(...) reveste e se articula plasticamente com o corpo humano, o considerando como um suporte ideal” (p.92). Vestir-se está relacionado à facilidade de o ser humano trocar de pele, segundo o Hollander (1996).
Em relação à facilidade de trocar de pele, a ergonomia exerce papel primordial desde a concepção do projeto do produto de moda. Para tal, leva em conta as propriedades ergonômicas básicas – segurança, facilidade de manejo, de assimilação, de manutenção, segurança – e os índices ergonômicos físicos, psicológicos, psicofisiológicos, higiênicos (Martins, 2005). Tais propriedades e índices devem ser considerados em seu conjunto e como fatores inter-relacionados, embora um ou outro aparentemente adquira maior importância que os demais em função de determinada necessidade imediata relacionada ao uso. Em certas circunstâncias, a facilidade de manejo é posta em evidência, mas muitas vezes passa despercebida. Então, para satisfazê-la, as demais propriedades e índices atuam como coadjuvantes, o que também ocorre com os demais fatores.
Ergonomia e Moda: repensando a segunda pele (SUZANA BARRETO MARTINS).

CONTRIBUIÇÃO DE SOPHIA MIGUEL
ARTIGO:

ERGONOMIA NO VESTUÁRIO: CONCEITO DE CONFORTO COO VALOR AGREGADO AO PRODUTO DE MODA


Contribuição de Sophia Miguel


Cintura deformada!


Muito populares na atualidade, as calças jeans evoluíram com o tempo e hoje são indispensáveis no mundo da moda.
Delas muitos modelos tiveram seu ápice aqui no Brasil.
Atualmente a calça jeans de cintura baixa é a modelagem mais informal é a calça que mais veste mal a mulher principalmente se você estiver com alguns quilinhos extras passe longe dessa modelagem de calça e se for muito baixa então, não adianta insistir o visual fica vulgar alem de correr o risco de mostrar o cofrinho. 
calça de cintura baixa diminui bumbum consegue aquele efeito achatado básico. A calça de cintura baixa é indicada apenas para as mulheres que estiverem com tudo em cima e de preferência para as adolescentes magras e altas.
Na realidade isso não acontece, vemos a calça de cintura baixa, justíssima e reduzidíssima com a altura da cintura da calça em quatro a cinco dedos abaixo do umbigo é a preferida das meninas!
O que vemos são as cenas abaixo!
 Geração de corpos deformados por calças de cintura baixa
 Notem que a calça de cintura muito baixa, simplesmente “estrangula” o corpo das mulheres, causando uma divisão que não é natural 
Ilustração dos efeitos das calças de cintura baixa no corpo das garotas 
Porque isso ocorre?
Como a modelagem da calca não demarca mais a cintura, a ancas passaram a ser comprimidas e isso possibilitou o surgimento de uma saliência na parte inferior da cintura. Deste modo a silhueta da mulher perdeu a forma curvilínea de sua origem
 Antes que duvide disto 
Existem estudos a respeito da falta de aspectos ergonômicos na calça jeans e os aspectos que ocasionam na silhueta feminina!
Como Corrigir!
Já encontrado o vilão é mais fácil tratar!
O ideal é usar calças mais altas e com o tempo o atual problema tende a sumir.
E existem outra formas para quem não quer deixar a amada calça baixa de lado!
Uma delas é o uso de corselete e cintas.
Fontes:
Lida Otiro. ergonomia: projeto e produção. SP – Editora Edgard Blucher,1990
Palomino, èrika. A moda. SP. Publifolha,2001
Contribuição de Edmara Vieira

A ERGONOMIA DO VESTUÁRIO

A ergonomia abrange o estudo dos movimentos e a adequação do homem ao posto de trabalho, objetivando o estudo do corpo humano, seus movimentos e a interação com o meio.
Sendo o corpo humano vulnerável, suscetível à ação do meio ambiente, o homem criou uma segunda pele, um meio de proteção às intempéries; o vestuário, que serve como uma proteção contra as condições climáticas desfavoráveis em atividades específicas. O vestuário tem ainda uma observada importância na esfera social se o percebermos como uma ferramenta de identificação ou até mesmo de inserção a uma classe ou nível social.
Ao analisarmos as condições de uso do vestuário, percebe-se que o corpo sustenta a roupa, ou o material têxtil em sua forma, e para cumprir efetivamente o seu papel, as peças devem adequar-se à morfologia, ao movimento do corpo e suas necessidades. Nesse cenário, o estudo do corpo humano através da antropometria e suas aplicações são indispensáveis quando se projeta uma peça de roupa, uma vez que, o corpo é variável em seus movimentos e tal movimento interfere em todo o conjunto.
O tecido também deve ser objeto de estudo, pois este material estará em contato direto com a pele e deve propiciar conforto térmico e tátil, ou seja, não deve conter alterações em sua composição ou nas suas emendas ou costuras que possam ocasionar irritações na pele, e devem proteger ou auxiliar quanto á temperatura ambiente. O tecido é responsável pelo espaço em volta do corpo; moldando-se a ele ou projetando-se além da silhueta, ocupando o espaço, aumentando assim a área de atuação deste corpo. É salutar uma prévia análise sobre quais movimentos o corpo irá executar enquanto envolto neste material, onde ele deverá permanecer, e como deverá se comportar.
Quanto ao fechamento do vestuário em geral, existem elementos importantes a serem considerados, denominados aviamentos, estudando previamente onde poderão ser inclusos botões, linhas, zíper, velcro, etc; que devem ser de fácil manipulação e aplicados em locais que não causem incômodo ao serem utilizados. Ao projetar a peça, deve-se pensar ergonomicamente em qual será a utilização, nos movimentos a serem executados no momento de vestir e fechar a peça.
O terceiro item a ser considerado é o meio onde está inserido o usuário. Dentro deste contexto é que podemos projetar uma roupa adequada. Se o ambiente é inóspito, quente ou frio, se é profissional e exige cuidados especiais, ou se é uma ocasião social especial. Em qualquer destes momentos, a roupa deve auxiliar o corpo a se adequar à situação, facilitando movimentos, ocasionando conforto e comodidade a quem a vestir.

Contribuição de Edmara Vieira
Link: http://modelandomoda.blogspot.com.br/2008/04/ergonomia-do-vesturio.html

Roupas ergonômicas?


Lembrando das lições da faculdade, sempre me recordo das aulas de ergonomia e o papel tão importante que ela tem em nossas vidas.


Mesmo quem não sabe o que é ergonomia, naturalmente segue os seus propósitos.


Sabe quando entramos num restaurante e nos deparamos entre escolher uma mesa com aqueles sofázinhos estilo lanchonete americana ou uma mesa somente com cadeira? Pois então, acabamos por escolher a do sofázinho, mais confortável e aconchegante... essa preferência é natural! E acontece em várias outras escolhas que fazemos, até mesmo quando escolhemos uma faca ou uma colher por exemplo.


Partindo disso, sempre tem um doido para pesquisar mais a fundo, foi que começaram a perceber a íntima ligação entre o bem estar e o conforto e como esses dois elementos juntos tem a capacidade de facilitar drasticamente nossa vida.


Vamos começar em partes. O tempo histórico marcado nos primeiros estudos da ergonomia referem-se à época da Revolução Industrial, iniciada no século XVIII. Como todos sabem e o próprio nome já diz, as pessoas passaram a trabalhar nas industrias emergentes. O trabalho não era fácil, havia muita carga horária, que somada a grande quantidade de trabalho braçal e manual para fazer, as pessoas começaram a sentir os efeitos do cansaço dos movimentos repetitivos. A partir daí, já podemos ver a "crise" gerada pela falta desses empregados que não davam mais conta do trabalho, que se eu não me engano marcou também a época das primeiras leis trabalhistas.





Revolução industrial, crianças fazendo um esforço repetidas vezes com as pernas.




Inicialmente a ergonomia buscava aliar o espaço de trabalho com ser humano, e para isso se faziam algumas adaptações em máquinas, cadeiras, computadores, entre outras coisas, para não deixar o trabalhador se esforçar mais do que deveria e como consequência sua produtividade seria maior.


Essa combinação de fatos, gerou um movimento no qual as empresas começaram a se preocupar mais com seus trabalhadores durante horário o trabalho, e com seus consumidores (que eram os mesmo trabalhadores) nas horas de lazer.


Daí, as outras áreas de mercado foram abrangendo os conceitos ergonômicos. Os maquinários das industrias ficaram mais acessíveis, as cadeiras passaram a ter o encaixe do bumbum, o sofá virou chaise, as facas passaram a ter o espaço dos dedos, os carros ganharam um descanso para cabeças, o sofá virou pufe...



Chaise ou cadeira ergonomicamente projetada, do Lachaise.

Mas o que isso tem a ver com o meu blog de moda?

Agora é que vem a parte melhor ainda, pois já estava bom. As inovações ergonômicas também refletiram nas roupas! Sim, os uniformes dos trabalhadores foram ajustados conforme suas necessidades. Por exemplo, se é um mecânico que usa bastante ferramentas, sua roupa necessita de bolsos onde ele possa guardar um parafuso ou a chave de fenda por exemplo e esse bolso precisa ser amplo para caber a mão dele e a ferramenta, o tecido precisa ser forte para não rasgar com o peso e por aí vai...




Nananinanão, tá tudo errado! Calça jeans colada para mecânicos? Regata, e ainda por cima branca? Afff... Só em capa de revista mesmo!

São muitas as áreas de aproveitamento da ergonomia na moda. Só para constar, as costureiras sempre devem atentar para as cavas das mangas, que se não forem bem projetadas ficam repuxando. E aquela calça linda jeans que mostra o cofrinho só de sentar, merece um cuidado maior antes de sair do papel. Veem como o papel da ergonomia é importante na moda, mais especificamente na hora da modelagem, elas caminham lado a lado. E no final das contas agregam valor final ao nosso produto! Pense nisso!

Para que está começando a investir no mercado da moda, procure uma boa costureira, provavelmente ela já terá um certo conhecimento "natural"sobre ergonomia. Mas invista também num designer com os devidos conhecimentos ergonômicos. Com certeza irá melhorar e valorizar mais ainda o seu produto. Quem irá abrir uma empresa para fabricar uniformes, roupas para gestantes, roupas para crianças, isso é item essencial e obrigatório.


Outros exemplos que posso citar é a ergonomia aplicada às roupas para pessoas portadoras de necessidades especiais, ergonomia para roupas esportivas e também para que lida com serviços pesados ou com uma área específica, como o pessoal dos bombeiros, polícia, médicos e vários outros.


Não deixem de aprofundar os estudos ou curiosidades sobre ergonomia.


Contribuição de Marcel Valias

Adequação do vestuário de idosos


Já há algum tempo venho prestando a atenção no desafio que aatividade de vestir pode ser para um idoso. E, recentemente, vi isso acontecer na minha casa. Minha amada vó chegou para mim e me pediu: “Ana, me ajuda a fechar esse sapato”. Gente, não era nenhum sapato com design para jovens, era um produto que comumente vemos nos pés de idosos: super maleável, confortável, antiderrapante…. mas bem dificilzinho de fechar. Qual era a dificuldade? Vou mostrar:
Olhando as etapas da atividade, percebe-se que a largura do fecho e da fivela são exatamente as mesmas, o que oferece uma resistência à entrada no fecho. Em seguida, vem o grande desafio que éenxergar o furo para encaixá-lo. Putzzz, eu tive que ligar a luz da sala para vê-lo! Não existe contraste!!
E nessa mesma ocasião, lá estava a saia… aberta, aguardando alguém que enxergasse o fecho do colchete. Aliás, existe coisinha menor que um colchete?! Ele ganha 10 no quesito discrição, mas ganha 0 no quesito usabilidade. Neste caso específico o fecho do colchete era da mesma cor do tecido, o que também dificultava!
Estou trazendo essa discussão da adequação do vestuário de idosos à tona porque se para idosos sem déficit cognitivos essa atividade já apresenta desafios, que muitas vezes não são vencidos, imagina para aqueles idosos que possuem déficits cognitivos? Além das dificuldades sensório-motoras (destreza, figura-fundo…) existem as alterações cognitivas que podem interferir na iniciativa, no sequenciamento e em outras habilidades fundamentais para o desempenho satisfatório da atividade de vestir.
Sendo assim: Ergonomia da Moda já!!! Pois é, precisamos de mais estudos para adequação das roupas dos idosos…. não concordam?!

Contribuição de Marcel Valias

MBT: SAPATOS QUE ACABAM COM A CELULITE, EMAGRECEM E TONIFICAM OS MÚSCULOS



imageMBT, é um novo tipo de sapato (ou "anti-sapato", como é mais conhecido), que foi lançado recentemente e está fazendo sucesso no mundo inteiro pois tem a promessa de acabar de vez com as celulites, prevenir varizes, tonificar os músculos, manter o equilíbrio e aliviar as dores nas costas. Parece milagre, não é? Mas ele existe e os resultados estão sendo comprovados até por muitas celebridades.
Arnold Schwarzenegger, Sharon Stone, Julia Roberts,  Richard Gere, Al Pacino e Julia Roberts são algumas das estrelas de Hollywood que aderiram aos sapatos MBT, nova coqueluche dos últimos tempos nos Estados Unidos e Europa. Paris Hilton tonifica, sem esforços, os músculos das coxas, bumbum e pernas enquanto vai às compras e Silvester Stallone exercita-se, perdendo peso usando os anti-sapatos! A tecnologia faz milagres e une o útil ao agradável.
O anti-sapato MBT significa "Masai Barefoot Technology" e é feito pela empresa Swiss Masai. Ele possui um design bem diferente dos que estamos acostumados. Tem uma aparência esquisita, de design único, com muitas camadas que simulam uma caminhada na areia (parecidos com as caminhadas dos Masai, no Quênia). As multi-camadas dão um efeito natural ao caminhar, principalmente em terrenos irregulares, fazendo mover diversos músculos no corpo e de forma correta.
sapatos que ajudam a emagrecer sapatos que ajudam a emagrecer sapatos que ajudam a emagrecer 
Algumas pessoas podem se perguntar se o MBT realmente funciona, então veja algumass vantagens e tire suas próprias conclusões:
  • MBT ativam músculos das pernas e pés;
  • Fortalecem abdomen e tonificam músculos;
  • Eles melhoras a postura e a forma de andar;
  • Estudos indicam melhora de dores de coluna, lombares, no quadril e pernas;
  • Ajudam nas articulações, tendões, músculos e tendões;
  • Reduzem o peso sobre o corpo;
  • Dão leveza ao caminhar.

  • Onde comprar os sapatos MBT? 
Por enquanto, no Brasil os sapatos ainda não chegaram, mas em lojas online como no Mercado Livre  já é possivel encontrar pessoas que vendem a um preço médio de R$ 350 o par de tênis ou sandálias. Os modelos são feminino e masculino.
Os sapatos MBT são indicados para o dia-a-dia, caminhadas e atividades diárias normais. Apesar de muito confortáveis e você poder andar longas distâncias com eles, não é indicado para praticantes de corridas, apenas pequenos trotes, em passos curtos –no entanto, sabem-se que quenianos já ganharam maratonas correndo com esses sapatos.
Veja abaixo videos de como funcionam os sapatos MBT.

Contribuição de Andréia
Link: http://www.mulherfeliz.com.br/2010/01/27/mbt-sapatos-que-acabam-com-a-celulite-emagrecem-e-tonificam-os-msculos/

A ERGONOMIA NO DESIGN DA MODA

A Ergonomia, numa acepção ampla, tem como objetivo a busca da melhor
adequação possível do objeto aos seres vivos em geral. Sobretudo no que se
refere à segurança, ao conforto e à eficácia de uso, de funcionalidade e de
operacionalidade dos objetos – mais particularmente nas atividades e tarefas
humanas. Nesse contexto, a palavra objeto assume a significação de coisas de
modo geral. Contempla, portanto, todos os produtos ou sistemas de produtos,
desde os mais simples aos mais complexos ou sistêmicos.
No que se referem ao design da moda, os conhecimentos da ergonomia
relativos à sua metodologia projetual são absolutamente necessários e sua
aplicação contempla um imenso universo de produtos que configuram o vestuário
e seus acessórios complementares e concorre como um instrumental valioso para
a melhor adequação desses produtos aos seus usuários consumidores.
Devido a essa grande abrangência, vamos deter-nos em alguns exemplos
demonstrativos pontuais da aplicação da ergonomia, mas que podem ser
extrapolados para muitos outros, contemplando dois tipos de vestuário, o
convencional e o profissional.
Vestuário convencional

Um dos exemplos mais importantes da utilização da ergonomia é o das
roupas íntimas, nas quais as soluções ergonômicas inteligentes são as mais
necessárias em termos de segurança, conforto e comodidade corporal, além da
facilidade do vestir.
Diz respeito, principalmente ao correto dimensionamento e especificação
dos tecidos e de outros materiais e, como é óbvio, ao próprio design dos diversos
modelos, peças e aviamentos que configuram esses tipos de vestimenta.
São peças usadas por pessoas com biótipos e percentis antropométricos
(critério utilizado para classificar as dimensões do corpo humano para diferentes
tamanhos) extremamente variáveis e com características corporais que mudam
significativamente nas passagens para a adolescência, idade adulta e provecta,
com diferenças significativas em termos de volume corporal – destacando-se
especialmente as transformações relativas às nádegas, pernas e seios.
Esses dados ergonômicos, por sua vez, vão influenciar o design dessas roupas,
consubstanciados em grande variedade de tipos de produtos como, por exemplo,
os sutiãs em seus formatos taça, 1/2 taça, triangular e outros.
Os sutiãs apresentam funções diversas: de simples proteção física; para
aumento do volume do seio - enchimento no bojo de pano, de água, de óleo;
estruturado com arame etc.; para amamentação (sutiã que se abre na frente, em
parte ou totalmente); e até os especiais, com outras finalidades como, por
exemplo, os apropriados para cumprir funções eróticas.
Complementando o sutiã, as alças (retas, cruzadas, transparentes,
removíveis e outras) apresentam também variadas características, como, além de seu próprio formato, vários tipos de dispositivos de fixação, ajustes e regulagens,
que permitem o uso de diferenciados decotes nas roupas.
Guardadas as devidas proporções, as mesmas considerações ergonômicas
se aplicam a cuecas, calções e sungas, também configurados em diferentes
modelos e cumprindo diferenciadas funções. Em todos esses exemplos, o design
dessas peças deve apresentar soluções de configuração segura, confortável e,
sobretudo, funcional, independentemente do estilo estético formal.
Outro exemplo de vestuário convencional e rico de aplicação da ergonomia
diz respeito às calças de modo geral. Aqui se destacam estudos e soluções
ergonômicas que devem estar integrados naturalmente às funções de uso,
operacionais e estéticas, de que são exemplos:
• na modelagem, que implica principalmente os aspectos de correta adequação de
dimensionamento de perna, coxa, quadril, cintura, gancho, cavalo;
• na funcionalidade, que implica uma série de itens, entre os quais podem ser
citados a definição formal, a quantidade, o tamanho, o dimensionamento e a
localização de bolsos;
• nos passantes, que implica a definição de quantidade, do tamanho e
posicionamento deles, em função de diferentes tipos de cintos;
• nos aviamentos, que implica a correta escolha e especificação de tipos de
colchetes, tecido de velcro, botões e zíperes para abertura e fechamento;
• no conceito de flexibilidade de uso, como as calças que podem ser
transformadas em bermudas.
Vestuário profissional
Composto de uniformes, macacões, fardas, aventais etc. (em muitos casos,
complementados por acessórios e dispositivos especiais), estes se caracterizam
por vestimenta própria para as atividades de determinada profissão.
Supre principalmente necessidades de proteção e segurança operacional
ou ainda qualquer outra necessidade que tenha como objetivo um vestuário
comum para determinados indivíduos ou classe de indivíduos e, nesse sentido, os
tipos e variedades de trajes são incontáveis, justamente por servirem para uso em
inúmeras atividades sociais, culturais, esportivas e de trabalho principalmente.
A aplicação da ergonomia neste tipo de vestuário é intensa, justamente pelo
fato de ser uma roupa predominantemente funcional. Seu design implica uma
série de fatores, muito deles altamente científicos e tecnológicos.
Em síntese, o design do traje profissional - desde os mais simples aos mais
complexos - deve ser pensado inicialmente em função de sua adequação
funcional à ocupação do usuário. De modo geral, sempre dependendo da tarefa,
pode ser conferido ao traje informações como as de identificação pessoal,
funcional ou institucional, de características técnicas, de uso etc; provisão de
bolsos, alças, ganchos, engates especiais, locais para a eventual guarda de
pertences como ferramentas, instrumentos e outros acessórios ou dispositivos
estratégicos necessários para facilitar o trabalho operacional, de que são amostras
os uniformes utilizados nas corporações militares; por trabalhadores na indústria,
no campo e na construção civil; nas atividades esportivas, de transporte, de
exploração espacial, e assim por diante. Evidentemente, em alguns casos, o designer necessita trabalhar ou contar
com o auxílio de outros profissionais na busca de informações para complementar
seu trabalho projetual.
No caso de mergulhadores, pilotos de fórmula um e astronautas, por
exemplo, os trajes são projetados cientificamente e ajustados individualmente,
contemplando as características não só antropométricas como também as que se
ligam a dispositivos específicos e necessários aos trajes, em função do meio ambiente e da natureza da tarefa que vão desempenhar.
Somados aos dois tipos de vestuário, existem os aviamentos (botões,
zíperes, colchetes, lacres, etiquetas, velcro, linhas de costura etc.) que são peças
geralmente intrínsecas e integradas às próprias roupas. Os acessórios
complementares são compostos de uma infinidade de itens: calçados, cintos,
relógios, jóias e bijuterias, chapéus, bonés, gorros, capacetes, gravatas,
suspensórios, cachecol, luvas e muitos outros. No caso do vestuário profissional,
há muitos e diversificados dispositivos de uso e operacionais, que auxiliam no
desempenho das diversas tarefas inerentes a cada tipo de atividade.
É importante salientar que, particularmente no que se refere aos itens de
aviamentos, de acessórios complementares e de dispositivos especiais, a
ergonomia já se encontra disseminada e aplicada por meio da metodologia de
concepção e desenvolvimento do projeto na especialidade do Design do Produto.
Uma referência importante que deve ser lembrada diz respeito ao talento e
à criatividade que o designer deverá possuir para articular e conciliar as soluções
ergonômicas com uma série de atributos relacionados ao design da moda, tais
como os padrões e estilos estético-formais de aparência, desempenho,
estabilidade, segurança e outros ligados principalmente à escolha e especificação
dos materiais (por exemplo, tecidos resistentes, duráveis, impermeáveis, flexíveis,
transpiráveis), aviamentos e processos e métodos de confecção.
Outra referência fundamental é a constatação de que a indústria do
vestuário atende a uma população de usuários, femininos e masculinos, composta
de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos. São indivíduos que apresentam
dados antropológicos, antropométricos (medidas lineares e volumétricas) e
biótipos (endomorfo, mesomorfo e ectomorfo, e suas combinações) extremamente
diversificados e com características corporais que variam significativamente.
Tais variações atualmente podem ser contornadas graças a estudos
antropométricos (com dados estatísticos e dinâmicos) classificados de acordo com
percentis específicos para cada tipo de indivíduo, tabelados em publicações
ergonômicas.
A aplicação da ergonomia pressupõe também conhecimento, estudo,
pesquisa e, sobretudo, experimentos (básico para correções e ajustes necessários
- essenciais para produção seriada em grande escala) que devem fazer parte do
repertório cultural do designer na utilização de seus principais conceitos, critérios,
parâmetros, procedimentos e normas para orientação, concepção e
desenvolvimento do produto.
Em resumo, os produtos para o vestuário devem ser concebidos e
fabricados industrialmente com a correta aplicação da ergonomia, com destaque
importante para os moldes e modelos confeccionados a partir de faixas dimensionais estabelecidas segundo os critérios mencionados (geralmente
resultantes de complexos cálculos estatísticos no tratamento de uma dada
amostragem de população de usuários).
Por último destacamos que, apesar da ergonomia exercer papel importante
no projeto da vestimenta sua aplicação pode, eventualmente, ensejar um maior
grau de flexibilidade no rigor de sua utilização. Isto muitas vezes acontece devido
a uma maior prioridade conferida pelos designers ao estilo estético-formal das
roupas e de outros fatores de ordem informacional, simbólica, semiótica ou
emocional, que no final podem acabar predominando sobre os fatores funcionais de uso do vestuário.

Fonte: http://www.joaogomes.com.br/ (Paula Carolina e Marina Castro)

QUE TIPO DE SAPATO ESTÁ COMPRANDO?

Uma recente pesquisa encomendada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) mostrou que homens e mulheres levam muito em consideração o conforto ao comprar um calçado.
Muitas pessoas acham que um sapato confortável é sinônimo de sapato feio. Para acabar com isso as industrias de calçados tem se modificado cada vez mais para proporcionar aos seus clientes conforto mas sempre com estilo e beleza. No ano passado, 1.300 modelos de 45 empresas brasileiras receberam o selo de conforto do instituto e a Crocs é uma delas. Para merecer tal certificação, esses calçados devem obedecer a certos requisitos: não apertar os dedos nem o peito do pé (depois de usados por no mínimo meia hora, não pode haver nenhuma marca dos sapatos nos pés), absorver impactos, evitar a umidade e garantir a pisada uniforme.
Agora dá pra entender porque o Crocs recebeu o selo não é mesmo? Porque ele consegue obedecer a todos os requisitos e ainda oferece mais benefícios, como ser antiderrapante, ser fabricado por uma material antibacteriano, enfim, não tem como discutir a qualidade do Crocs Work. “O calçado confortável é generoso na largura e interfere o mínimo possível no formato do pé”, explica Patrícia Guedes, dona de uma loja especializada em São Paulo.
Os problemas que o uso de um sapato inadequado pode trazer não são apenas falta de conforto ou beleza e sim pode ser muito mais arriscado que imagina, pode prejudicar suas articulações, como joelho, e prejudicar até mesmo sua coluna. Não prejudique sua saúde física, cuide-se, preocupe-se ao comprar um calçado, não compre qualquer coisa. Se busca conforto e benefícios, não tem outra, compre um Crocs Work e seja saudável!
Contribuição de Maria Machado
Link: http://blog.ebakana.com/que-tipo-de-sapato-esta-comprando/

Moda para eles

Estilista cria roupas para melhorar a qualidade de vida dos deficientes


Flora Awad
Maria de Fátima Grave, professora de modelagem em cursos de moda em três universidades paulistas, deparou-se há alguns anos com um pedido inusitado: criar uma camiseta capaz de passar na cabeça de um menino de 5 anos com hidrocefalia. "Parecia impossível que a mãe não encontrasse algo pronto, mas não havia mesmo. Criei um modelo com decote que abotoava nos ombros", conta. O fato despertou sua curiosidade para pesquisar roupas para deficientes e resultou no livro A Modelagem sob a Ótica da Ergonomia (Editora Zennex Publishing, 2004, R$ 34*). Além disso, a estilista levou para as passarelas, na Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, modelos exclusivos para deficientes físicos que usam cadeira de rodas ou muletas. Nesta entrevista, ela comenta esse trabalho.

Que pesquisas fez para produzir essas roupas?
Comecei a visitar um centro de reabilitação, a cronometrar o tempo que os pacientes demoravam para se vestir e a entrevistar deficientes na rua. Fiquei inconformada com o descaso social e a desatenção do mercado da moda a esse público, que é grande – são cerca de 24 milhões no país. Pesquisei também o que se fazia no exterior e verifiquei uma preocupação apenas com a funcionalidade do vestuário, algo como uma alça na roupa que facilite sua colocação. Mas roupa precisa ter conforto, qualidade de caimento, atender a gravidade do corpo de quem usa e a sua motricidade. Daí veio a idéia de desenvolver roupas ergonômicas para deficientes.

O que significa uma roupa ergonômica?
A ergonomia trata da linguagem do corpo, das suas formas e movimentos. A roupa ergonômica responde a essas necessidades e nela eu consigo me sentir bem e bonita ao mesmo tempo. Nos modelos que crio, valorizo as funções do tecido, dos recortes, das costuras, a posição dos pontos e dos bolsos de acordo com as dificuldades que o deficiente tem para se vestir. 
Flora Awad
Quais são essas dificuldades?
O deficiente físico costuma comprar peças dois números maiores para não correr o risco de não servir. Em geral, não há espaço para ele experimentar a roupa num provador com a cadeira de rodas. Volta para casa inconformado e muitas vezes se sente um pacote malfeito. As mães de hoje também não têm mais o hábito de costurar em casa para adaptar essas roupas e é difícil encontrar quem faça
o serviço. Em resumo, o grande problema é que não existe a roupa adequada para esse deficiente. Uma pessoa com problema nas mãos, por exemplo, pode levar
até 20 minutos para abotoar uma camisa. Se há falta de sensibilidade nas pernas e a pessoa fica sentada muito tempo, o bolso, as costuras malfeitas, grosseiras, fazem escaras. Para os amputados, a questão é fazer com que a roupa tenha uma harmonia. Para isso existem técnicas, como recorrer a um enchimento, trabalhar com duplicidade de tecido ou fazer uma costura diferenciada.
Suas criações são para deficientes a partir de que idade? Tem peças para bebês?
Não faço roupas por idade, e sim por patologias. Se a pessoa é grande ou pequena, isso não tem interferência. Costuro para todas as idades. O bebê é o que mais precisa de uma roupa ergonômica, porque seus ossos são muito frágeis. É preciso ter cuidado com os recortes da sua roupinha.

Você vende essas roupas?
Tudo o que produzo é experimental, para apresentar em desfiles e mostrar às mães que são produtos viáveis. Por enquanto, a idéia é ajudar as pessoas com meu livro. Ali, podem aprender a fazer as modificações necessárias na roupa do filho. Penso mais tarde em criar uma grife, quando for possível
fazer essas roupas em grande escala para que todos possam ter acesso. Não quero algo elitizado, mas também desejo vestir o deficiente com qualidade. Se algo, uma cor por exemplo, está na moda, ele também vai usar.

Há um tecido melhor para o deficiente?
Estou trabalhando bastante com o visco-Lycra que é uma viscose de algodão com Lycra. Ela é macia, tem uma aderência boa no corpo e é fácil de vestir. O cotton também é um tecido muito bom e a Lycra é ótima para absorver líquidos derramados. Mas mais importante que o tecido é o tipo e local das costuras para dar conforto ao deficiente.

Além de roupa, faz outras peças?
Sim, acessórios. Bolsa é um problema. Não tem nada adequado para os deficientes físicos. Eles reclamam que não ficam elegantes com ela. A solução é fazer a roupa com utilitários, um bolso feito com o próprio tecido e com velcro, que pode ser fixado e tirado quando quiser. Faço calças de uma forma que não precisem de cinto. Uso velcro ou elástico, por exemplo. 
Que retorno teve de quem experimentou a sua roupa?
Tudo de bom. Os deficientes que desfilaram com minhas roupas se sentem bonitos, elegantes e vaidosos. Sou convidada a dar palestras em faculdades e eventos por todo o país. Mas no início não foi nada fácil. Em algumas instituições, eu não passava da recepção. Achavam supérfluo e inviável pensar em roupa para deficientes, enquanto eu a via até como alternativa de locomoção, pois havia feito uma roupa para uma pessoa que se arrastava usando sandálias de borracha amarradas em alguns pontos do corpo para não se machucar. Viver dessa forma é que é totalmente inviável. Por tudo isso, já estou preparando um segundo livro para apresentar roupas para deficientes. Deve estar pronto no próximo ano. 

Flora Awad

Contribuição de Bárbara e Natália
Link: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI16005-15159,00.html