Fonte: Feiras do Brasil Online
A 39ª edição da Couromoda, feira de calçados e acessórios que iniciou nesta segunda-feira (16 de janeiro), no Anhembi, em São Paulo/SP, abriu seus portões em clima de otimismo. O crescimento do mercado interno e os desafios do setor coureiro-calçadista frente ao mercado internacional foram os motes da cerimônia que marcou a abertura da mostra.
Durante o evento, ficou claro que as empreitadas da cadeia calçadista para 2012 e para os próximos anos passam, obrigatoriamente, pelo fortalecimento da indústria nacional, a retomada da competitividade internacional e o crescimento do consumo interno. O consumo mundial de calçados foi de 20 bilhões de pares em 2010. Para 2025, a expectativa é de 30 bilhões de pares sejam comercializados.
O presidente-fundador do Grupo Couromoda, Francisco Santos, frisou que a abertura da feira e da São Paulo Prêt-À-Porter marcam um momento muito importante para os dois setores - calçadista e de vestuário que têm um papel de destaque na economia brasileira. As mais de 3 mil marcas expositoras da Couromoda representam a vitalidade do setor e o trabalho da indústria para se manter competitiva, salientou.
Santos destacou o crescimento do Brasil, que tem seu ponto forte nas vendas para o mercado interno. Em 2012 o consumo interno deverá ser de mais de 85% da produção de calçados brasileira, apontou. Contudo, a indústria calçadista mundial vive outra realidade, com o crescimento da oferta e da concorrência. O dirigente salientou o esforço que o setor coureiro-calçadista emprega para combater a concorrência com os países asiáticos.
A Couromoda, segundo Santos, é a demonstração da pujança do mercado. Hoje somos um player conhecido e respeitado no mundo, temos uma indústria atualizada e com um histórico de superar desafios, por isso acreditamos na retomada do bom ritmo das exportações, avaliou, sublinhando que um setor forte tem uma feira forte, destacou.
Termômetro
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso, ressaltou o valor da mostra para a cadeia calçadista. A Couromoda é uma caixa de ressonância para toda a cadeia, frisou, demonstrando o termômetro que a mostra representa para o setor.
O ano de 2011, segundo ele, novamente colocou à prova a indústria de calçados brasileira. O dólar a R$1,50, em média, contribuiu para que as importações crescessem 40% em valores. Mercados importantes fecharam-se e outros foram tomados por competidores, afirmou. O executivo, contudo, destacou os destinos das exportações ampliados e os investimentos em qualidade. O saldo da balança comercial do calçado foi de US$ 900 milhões. A prova disso é que a indústria calçadista é a terceira indústria do mundo , ressaltou.
Competitividade
Por outro lado, Cardoso ressaltou a importância de se combater a concorrência desleal. O dirigente ilustrou a busca da retomada da competitividade da indústria nacional com o valor da hora extra paga aos trabalhadores do setor. No Brasil, o valor é de US$ 7,85. Uma grande marca, produzindo na Indonésia, pagou US$ 1,68 aos seus trabalhadores, sob demanda judicial. Isso é cerca de cinco vezes menor do que o custo da hora extra no Brasil, afirmou.
O crescimento dos salários, segundo ele, é um motor importante da economia. O momento atual é crucial para decidir o futuro. Os incentivos ao crescimento da indústria propagarão o desenvolvimento social , frisou. O Plano Brasil Maior trouxe a queda no custo da mão de obra e a recente recuperação da defasagem cambial fez essa relação do custo da hora extra, de cinco vezes maior, cair para 2,5 vezes, sublinhou.
Contribuição de Caroline
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